O projeto InovaSul: Transformando Setores deu início a uma nova e importante fase de sua trajetória. Desta vez, o foco das discussões está voltado ao fortalecimento do agronegócio no Sul de Santa Catarina. O encontro, realizado na manhã desta terça-feira (19/5), na Unesc Araranguá, reuniu produtores, presidentes de sindicatos rurais, cooperativas e técnicos de órgãos governamentais para debater desafios, analisar dados e planejar as diretrizes que vão guiar o futuro do setor rural na região.
Financiado com fomento vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o InovaSul é executado pelo Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e de Inovação, setor vinculado à Agência de Desenvolvimento, Inovação e Transferência de Tecnologia (Aditt).
A gerente de Inovação da Unesc, Elenice Padoin Juliani Engel, destaca que o agronegócio representa o sétimo segmento econômico contemplado pelo projeto, que já passou com sucesso por setores como o plástico, turismo, mineração, vestuário, químico, tecnologia e, agora, expande-se para o varejo, metal-mecânico e cerâmico.
“É um momento em que reunimos as empresas e as instituições para apresentar os dados e discutir necessidades, desafios e possibilidades. Fiquei muito feliz com a presença dos representantes dos sindicatos rurais, de técnicos ligados à Epagri, Cidasc, Senar e dos próprios produtores. Eles participaram efetivamente, deram opinião, fizeram perguntas e se mostraram muito ativos. Ficou claro que eles esperam uma continuidade. Esse é o papel da universidade na sequência: trazer essa vitrine de oportunidades e, junto com eles, captar recursos para que os projetos saiam do papel e virem realidade”, destacou Elenice.
Material estratégico
O trabalho colaborativo realizado durante o encontro servirá de base para a criação de um diagnóstico detalhado da situação atual do agronegócio regional. De acordo com o coordenador do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico e de Inovação, Afonso Valau de Lima Junior, o momento de escuta é fundamental para desviar o foco do trabalho operacional imediato e pensar estrategicamente a longo prazo.
“Esse momento de troca de informação é justamente para conseguirmos sair da rotina do dia a dia e pensar no futuro. Agora, faremos um trabalho de laboratório. Dentro de aproximadamente 60 dias, vamos marcar um novo evento para apresentar um e-book com todo o compilado das informações e das escutas dos produtores rurais apresentadas hoje. Esse documento vai trazer o direcionamento para os próximos passos e os caminhos a serem seguidos”, explicou Afonso.
A voz de quem produz no campo
A mobilização das comunidades agrícolas e a oportunidade de planejar as ações futuras foram amplamente elogiadas pelas lideranças presentes. O presidente do Sindicato Rural de Araranguá, Rogério Pess, salientou a importância de pensar de maneira preventiva para mitigar prejuízos no meio rural.
“Fico muito contente em estar neste evento idealizado pela Unesc. Tentamos mobilizar o maior número de produtores possível e me vejo como um agente dessa transformação. A discussão foi rica, os dados apresentados foram muito proveitosos e sabemos que precisamos planejar o futuro para errar menos e impactar menos as pessoas que vivem no meio rural. Foi um encontro engrandecedor e proveitoso, que superou as minhas expectativas”, relatou.
Além do planejamento técnico, a necessidade de representatividade e o fortalecimento de políticas agrícolas sérias foram pautas levantadas pelas cooperativas. A presidente da Cooper Colmeia de Meleiro, cooperativa que atua com leite e agricultura familiar, Rosângela Concenço, fez uma comparação sobre o legado do evento para as próximas gerações.
“Achei o encontro fundamental porque plantamos uma semente que agora vamos cultivar para que cresça, floresça e gere frutos. Lutamos por uma política agrícola séria, que apoie os produtores rurais. Juntos conseguiremos transformar o Brasil em celeiro do mundo”, comentou Rosângela.
O presidente do Sindicato Rural de Nova Veneza, Adilcio Pedro Pazetto, enalteceu a integração regional promovida pelo evento, que integrou representantes das regiões da Associação de Municípios da Região Carbonífera (Amrec) e da Associação de Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc). Ele reforçou a importância da próxima etapa do projeto.
“Parabenizo a Unesc pela iniciativa, tanto o corpo técnico de Araranguá quanto o de Criciúma. Foi uma manhã de trabalho muito proveitosa, onde se coletou as informações de todos os agricultores. Num segundo momento, daqui a 60 dias, as mesmas entidades se reunirão novamente, incluindo também o poder público municipal e estadual, além da Epagri e técnicos da área, para uma nova avaliação deste projeto que será vital para o futuro da demanda e da produção regional”, ressaltou Pazetto.
Integração comunitária e acadêmica
O encerramento do encontro reforçou o papel comunitário da universidade na construção de soluções que impactam diretamente a economia local. O diretor da Unesc Araranguá, Dorvanil Vieira, celebrou a parceria entre o setor acadêmico e os trabalhadores do campo.
“É muito importante para a Unesc Araranguá receber o setor do agronegócio, as pessoas que estão intimamente ligadas com a atividade no dia a dia, ou seja, os produtores, os empresários, os sindicatos e as cooperativas. Essa presença engrandece o encontro para debatermos qual é o agronegócio que queremos para o futuro. Esse momento de discussão dá a oportunidade para que todos participem e ajudem a construir um grande projeto que fará parte do nosso InovaSul no segmento agrícola”, avaliou o diretor.
Informações e foto: Décio Batista/Agecom/Unesc
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